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Pandemic fundou o cooperativo moderno e ainda segura o posto, o que chega a ser injusto com tudo que veio depois. Clássico que segue entregando merece mais que reverência: merece mesa. Publicado pela Z-Man Games em 2008, com design de Matt Leacock, é um cooperativo de controle de área para 2 a 4 jogadores, dura cerca de 45 minutos e pesa 2.4 numa escala de 5.
Aqui ninguém joga contra ninguém. A mesa inteira é uma equipe de especialistas correndo o mundo para conter quatro doenças antes que elas saiam do controle. Ou todos vencem juntos, ou todos perdem juntos.
Foi esse jogo que ensinou milhões de pessoas que um board game podia ter o grupo do mesmo lado da brincadeira.
A MESA DE HOJE
A mecânica de apagar incêndio em quatro frentes
Cada jogador recebe um papel com um poder próprio, o Médico que cura mais rápido, o Cientista que descobre a cura com menos cartas, o Especialista em Logística que move gente pelo tabuleiro.
No seu turno você tem quatro ações: andar pelo mapa, tratar uma doença removendo cubos de uma cidade, trocar cartas com um colega na mesma cidade ou descobrir a cura de uma das quatro doenças juntando cinco cartas da mesma cor. Pouca ação para muito fogo.
Depois de agir, você compra cartas e vira cartas de infecção, e é aí que o tabuleiro responde. Cidades ganham novos cubos, e quando uma cidade já lotada recebe mais um, estoura um surto que espalha a doença para todas as vizinhas em cadeia.
No meio do baralho há as cartas de Epidemia, que aceleram o ritmo e fazem as cidades já atingidas voltarem com força. O jogo não tem um vilão pensante.
Tem um sistema implacável que aperta sozinho, e a tensão vem de decidir se você apaga o incêndio de agora ou corre atrás da cura que encerra o problema de vez.
O veredicto. Pandemic é o avô dos cooperativos modernos e envelheceu com dignidade. A tensão de perder junto ainda funciona, o tempo de 45 minutos é certeiro e o peso 2.4 abre a porta sem assustar.
Não é o cooperativo mais profundo de hoje, mas é o mais limpo de ensinar e o mais barato de colocar na mesa. Segue um dos melhores primeiros jogos sérios que existem. |
PARA QUEM VALE
Para quem vale, e para quem não
Pandemic brilha para grupos e famílias que querem cooperar em vez de competir, e é uma porta de entrada quase perfeita: regras curtas, partida rápida, decisão coletiva.
Funciona com casais, com a galera do fim de tarde e até com quem trava na frente de jogos competitivos por não querer disputa direta. A vitória que vem no fio do navalha gruda na memória, e a derrota dá vontade imediata de tentar de novo.
Não compre esperando um quebra-cabeça inédito a cada partida, porque o miolo se repete e jogadores experientes acham o desafio padrão fácil depois de algumas vitórias. Resolve-se subindo o número de Epidemias para apertar.
E fique atento ao jogador alfa: se na sua mesa sempre tem alguém que manda em tudo, o cooperativo puro pode frustrar os mais quietos, então vale combinar que cada um decide a própria jogada.
Quem quer cooperativo com mais densidade e variação encontra opções mais novas, mas paga mais caro e estuda mais regra.
NO RADAR
Três jogos que conversam com o de hoje
Forbidden Island (Gamewright, 2010), também de Matt Leacock, coleta de tesouros numa ilha que afunda. Peso 1.7, 30 minutos, é o Pandemic enxugado e mais barato, ideal para crianças e iniciantes. Veredicto: vale comprar como primeiro cooperativo da casa.
The Crew (KOSMOS, 2019), trick-taking cooperativo de missões com um baralho pequeno. Peso 2.0, 20 minutos por missão, cooperação por comunicação limitada em vez de mapa, leve no preço e na caixa. Veredicto: vale comprar para quem quer cooperativo de carta, rápido e portátil.
Spirit Island (Greater Than Games, 2017), defesa cooperativa de uma ilha contra colonizadores. Peso 4.0, 90 a 120 minutos, mesmo espírito de equipe, muito mais denso e estratégico. Veredicto: vale esperar maturidade da mesa, porque o salto de complexidade é grande e o preço também.
ONDE COMPRAR
Pandemic: o cooperativo mais fácil de colocar na mesa
Pandemic em português pela Galápagos Jogos sai por volta de R$199 nas lojas nacionais, com boa disponibilidade por ser um título de catálogo que raramente some das prateleiras. É dos cooperativos com melhor custo de entrada no Brasil, e a base sozinha já rende dezenas de partidas.
Quem fisgar e quiser mais desafio encontra as expansões On the Brink e In the Lab no mercado, ambas opcionais e só recomendadas depois que a mesa dominar a caixa básica.
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RECOMENDACAO DE NEWSLETTER
Brasa Certa
O churrasco perfeito sem mistério: o corte certo, o ponto, o tempo da brasa. Técnica testada, direto ao que importa. Pro churrasqueiro que quer o aplauso do portão.
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Boa mesa.
O filtro que faltava na sua mesa.
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